O Uso de tecnologia em sala de aula

 

Por Deise Venâncio

Quando nos referimos à tecnologia, logo nos vem à mente computadores, grandes máquinas, com importâncias inimagináveis e, com isso o pesadelo de se viver um dia a dia sem a utilização das mesmas. No entanto, a palavra tecnologia é de origem grega: tekne significa “arte, técnica ou ofício”. Já a palavra logos significa “conjunto de saberes” e significa conjunto de técnicas, métodos e processos específicos de uma ciência, ofício ou indústria. Ou seja, a tecnologia é uma das capacidades humanas em transformar ciência em força produtiva.

Em sala de aula, as principais tecnologias utilizadas são: lousa, giz, lápis, caneta, caderno, etc., porém, a mudança tem sido tão rápida que, acompanhá-la pode não ser tarefa fácil. A história muda e a sua velocidade também. Por isso, faz-se necessário repensar a prática de ensino pois, não há por que trancafiar o conhecimento dentro de uma sala de aula.

A sociedade mudou, o aluno mudou, a escola mudou e, o professor também precisa mudar conforme enfatiza a LDB:

Não há o que justifique memorizar conhecimentos que estão sendo superados ou cujo acesso é facilitado pela moderna tecnologia. O que se deseja é que os estudantes desenvolvam competências básicas que lhes permitam desenvolver a capacidade de continuar aprendendo.

Segundo Klaus Schlünzen, para o professor é muito mais fácil “dar aula” de maneira tradicional do que criar uma metodologia mais ativa. Além disso, “É necessário impregnar as tecnologias no processo de formação, criando ambientes de aprendizagem contextualizados e significativos. ” (SCHLUNZEN, 2014).

Como se estivessem condicionados, os professores permaneceram com o recurso didático tradicional, lousa/giz.

Ou seja, esgotaram se os procedimentos e soluções pedagógicas do método tradicional. A cada momento modifica se o significado de ler, escrever, contar, interagir, assimilar, compreender, etc.

Na busca por documentos legais, observa se que alguns Estados têm em vigor um decreto lei como este do Estado de São Paulo em que diz:

Decreto nº 52.625 de 15 de janeiro de 2008

Artigo 1º – Fica proibido, durante o horário das aulas, o uso de telefone celular por alunos das escolas do sistema estadual de ensino.

Parágrafo único – A desobediência ao contido no “caput” deste artigo acarretará a adoção de medidas previstas em regimento escolar ou normas de convivência da escola.

Diante do panorama do desenvolvimento da história da educação no Brasil, e em função de uma nova compreensão teórica sobre o papel da escola e da nova sociedade decorrente da revolução tecnológica e seu impacto no dia a dia, acredita se que seja necessário repensar tal lei.

Pois, em contrapartida a LDB, diante da reforma curricular para o Ensino Médio estipula que: “A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada.” p. 11

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